Gás total

June 23rd, 2009

nuggetsComo já escrevi por aqui, só liguei o fornecimento de gás do apartamento alguns meses após me mudar. Até então, meu principal instrumento de cozinha fora a geladeira era o forno de microondas. E por muito tempo cozinha significava preparar salada e assar nuggets / frango empanado, ambos congelados. Ah sim, de vez em quando comia também as lasanhas congeladas da Sadia, pois se fizesse disso um hábito em poucos meses teria dificuldade de passar pela porta pra entrar em casa.

Passado algum tempo, algumas constatações óbvias vieram à tona:

  • nuggets e/ou empanados de frango não foram feitos pra microondas, ficam borrachudos e sem graça
  • salada é bom, mas um mínimo de variedade de vez em quando é bom também
  • com o tempo, começamos a lembrar daquelas coisas que sempre fizemos na casa de nossos pais, mas que são impossíveis somente com um forno de microondas, como o miojo, por exemplo :D

fritadaEsse texto ficaria legal pacas se eu admitisse que sentia falta de um fogão operacional, mas fato é: senti falta do gás quando começou a esfriar e os banhos gelados passaram a não ser mais tããão convidativos assim. De qualquer forma, fogão eu já tinha. Faltava me acertar com a CEG e ligar o gás. Depois de alguns rounds (que eu conto dia desses), missão cumprida. Acho que nunca senti tanta falta de me virar com miojo, omelete de queijo ou pizza congelada como nesses meses! Felizmente, consegui evoluir gastronomicamente também. Claro que não sou tão hábil nas panelas quanto o Cobra, mas um dia eu chego lá

Uma boa viagem

June 22nd, 2009

Seguindo recomendação da minha irmã, aluguei um filme chamado “Um bom ano”, com Russell Crowe, que pra mim é sinônimo de boa atuação em filmes com roteiro bem escrito. Porque sou daqueles que acreditam que certos atores só aceitam fazer filmes com um mínimo de qualidade, e um desses é Crowe. Certamente, não é o caso de Robert De Niro, que apesar de ser um ótimo ator já atuou em muita bomba por aí.

Ao ler a sinopse, não fiquei lá muuuuito empolgado: “Aos 11 anos, Max Skinner (Freddie Highmore) é cuidadosamente educado na arte de saborear vinhos por seu tio Henry (Albert Finney), dono de um vinhedo na França. Adulto, Max (Russell Crowe) torna-se um bem-sucedido homem de negócios em Londres, sem qualquer tempo para degustações mais duradouras. Certo dia Max recebe a notícia de que Henry morreu, deixando-o como único herdeiro. Prevendo bons negócios, resolve fazer uma rápida viagem para visitar a nova propriedade. Mas, uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância.“. Tanto que o filme ficou aqui rolando na estante quase 1 mês (bendito seja NetMovies!). Aproveitando um domingo caseiro, parei pra ver o filme. E foi uma grata surpresa!

A Good YearPra começar, eu dei mole de não perceber que havia um fera por trás da direção: Ridley Scott. Neste filme, mais uma vez firma-se a boa dupla com Crowe, que foi bem sucedida em emocionar o público com o filme Gladiador. Neste aqui, vemos um Max menino passando férias com o Tio e não o reconhecemos na figura do canalha bem sucedido vivido por Crowe. Enquanto confronta aspectos de seu passado, aos poucos revela o que deu errado desde então para que se tornasse um cara tão filho da puta. Ao mesmo tempo, os simples prazeres da vida na região de Provence vão aos poucos seduzindo Max. Do lado de cá da telinha, entro no mesmo transe e começo a fazer o mesmo tipo de avaliação.

O clímax, ao meu ver, acontece no seguinte diálogo com a personagem Fanny Chenal (interpretada pela bela Marion Cotillard):

Max: This place does not suit my life.
Fanny: No Max, it’s your life that does not suit this place.

Ao final (que eu não vou contar), o filme deixa aquela boa lembrança e nos faz pensar por horas. Ao contrário de alguns filmes-cabeça onde ficamos horas pensando em como interpretar o filme, neste aqui ficamos horas em devaneio, pensando nas coisas simples da vida e em como complicamos as coisas na maior parte das vezes. Nem sempre a solução parece simples como a seguida por Max, nem muito menos temos a situação financeira confortável que ele tem no filme. Mas sempre há brechas para pensarmos em como nossa vida pode ser mais simples e ao mesmo tempo mais feliz. Na pior das hipóteses, é uma boa viagem mental.

Sai, poeira!

June 22nd, 2009

Passou um longo mês sem que eu sequer entrasse na ferramenta de administração aqui do blog. Alguns culpam o twitter, dizendo que pararam de blogar por entender que tudo aquilo que querem dizer já sai por lá. No meu caso, seria no mínimo cínico da minha parte alegar isso, já que 99,9% dos meus posts tem mais de 140 caracteres. O problema aqui é comigo, mesmo.

Nesse meio tempo pensei pacas se mantinha ou não o blog. Independente de ter leitores ou comentaristas, coisa que já foi minha preocupação no passado. Comecei a reler os meus posts desde o inicinho, e comparar as fases. Fato é: falar sobre coisas que gosto ou que observo sempre foi terapêutico pra mim. E de uns tempos pra cá evitei pacas fazer isso por puro perfeccionismo. Depois de começar a escrever no Twitterunners e ter uma boa recepção, vi que isso era uma grande besteira.

Não ando com muito tempo pra voltar à fase de 1 post por dia, mas com certeza não vou mais deixar nem aqui nem o Melodiária tanto tempo sem nada novo. Vamos em frente!

Divagando…

May 10th, 2009

O ruim de manter sempre os pés no chão é sentir falta dos sonhos de Ícaro. A vida segue quase isenta de riscos, mas também isenta de cores. Voar é preciso. Cores fazem muita falta.

Filmes-pipoca 2009

May 4th, 2009

Com a chegada do verão no hemisfério norte, começa a chuva de grandes produções de Hollywood nas telas do mundo todo. Semana passada chegou ‘X-Men Origins: Wolverine’ e nesta semana o muito aguardado (por mim, pelo menos) Star Trek, releitura de J.J. Abrams da famosa série espacial ambientada no futuro século XXIII e que conquistou milhões de fãs no mundo todo desde a década de 60.

O filme do Carcajú (pra quem não sabe, é o nome em português do animal Wolverine) me parece o tipo de filme pra deixar o cérebro de lado e curtir a ação. Acho que não serve nem pra quem é fã de quadrinhos, pois tem muita coisa diferente da origem do personagem segundo li em alguns sites que vem acompanhando a produção do longa. As mulheres é que surpreendentemente tem badalado bastante o filme por conta do australiano Hugh Jackman, que parece ser o galã hollywoodiano da vez dados os suspiros arrancados junto a mulherada. Só o que tenho a dizer por enquanto é: ainda bem que não traduziram o nome do personagem para o português. :)

Já o reboot da série Jornada nas Estrelas promete. Não só para os fãs do seriado, mas também como um bom filme de ação para quem sempre torceu o nariz para as orelhas pontudas de Spock. Para fazer a ponte com o cânone de Jornada, o ator Leonard Nimoy foi convidado para fazer uma versão futura de Spock, apesar de ser centrado no início da convivência (e da amizade) entre os tripulantes da Enterprise original (NCC-1701, no bloody A, B, C or D… Or E). Em outras palavras, o filme passa por um dos meus assuntos prediletos: paradoxos temporais (leia-se trilogia ‘De volta para o futuro’, Lost, ‘Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban’, etc)

Este ano ainda teremos a continuação de Transformers, o sexto filme da série Harry Potter, além de Anjos e Demônios, que conta outra aventura do professor Robert Langdon, passada antes dos eventos de ‘Código Da Vinci’. Filmes que com certeza vou ver e comentar por aqui.

Frase do dia

April 27th, 2009

“Gripe suína: todo cuidado é porco”

- Anônimo (mas depois vejo quem me mandou essa via twitter)

Lembrando de tudo (ou quase)

April 24th, 2009

Vale contar um causo de uns meses atrás. Assim que eu me mudei (leia-se já tinha geladeira, microondas e cama de casal no apartamento), fiz questão de fazer uma incursão no supermercado de forma a tornar meu ap habitável e assim preencher meus armários com enlatados, temperos, bebidas, etc. Claro que não fiz listinha: fui passando corredor por corredor com o carrinho, colocando nele o que eu (achava que) precisava.

Chego em casa, preencho os armários vazios com as compras e penso: “agora sim”. Pois então, 2 dias depois vou lá com o pedreiro pra resolver um vazamento no banheiro do corredor, enquanto eu vou furando paredes e colocando porta-toalhas, suporte para monitor, etc. Na hora do almoço, ligo pra um restaurante pra pedir comida para nós. Arrumo tudo, abro as quentinhas e na hora de comer: a batata frita está sem sal. Agora pergunto: QUEM FOI o malandro que fez as compras, e esqueceu de comprar algo tão básico? Pois é… A solução: colocar shoyu nas batatas fritas

Simples prazeres

April 16th, 2009

Estava eu em fevereiro querendo bolar pra onde ir nas minhas férias. O tempo urgia, pois as tais férias estavam marcadas para o final de março. O plano original tinha micado: pelo 2º ou 3º ano consecutivo, adiei minha ida a Europa para visitar alguns amigos geeks. Na época programada, não encontraria praticamente ninguém por lá, então deixei para ir num momento mais oportuno.

Adiar as férias? Nem pensar! Nem que fosse passar os dias largado no sofá de casa. Mas eu ainda não tinha desistido de fazer uma senhora viagem. De cara, voltei a sonhar com um dos meus roteiros nacionais: ir até Itacaré (BA) de carro, parando em cidades no Espírito Santo e no sul da Bahia, sem muita pressa, sem compromisso. De preferência, aproveitando para conhecer novos pontos de mergulho. Quando eu estava praticamente decidido, soube que um primo programou passar 1 semana no Uruguai em meados de março, para visitar amigas nossas. Pensei: “por que não?”

Tudo bem, não seria uma senhora viagem. No máximo uma senhorita viagem. :D Ia aproveitar uns créditos que tinha na Gol, mas só consegui vôos para Buenos Aires. Graças a isso, fechamos o roteiro: 2 dias Buenos Aires, 2 dias Montevidéo e 2 dias Punta del Este. Corrido, mas era o que dava pra fazer. Semanas depois, saio do Aeroporto de Ezeiza rumo a Puerto Madero, carrego malas pela rua em busca da estação de metrô mais próxima. Me oriento pelas diversas linhas existentes (o metrô de lá é show!), e me mando pra estação mais próxima do hostel. Acerto a estadia, largo minhas coisas e vou bater perna pelo bairro de Palermo.

Nessa hora, cai a ficha: estou FINALMENTE de férias, cacete! Nada de grandes esquemas, programações ou obrigações. Caminhando mesmo contra o vento, sem lenço, mas com o passaporte bem guardado. Com isso, entrei no restaurante / café que me pareceu mais simpático e pedi um prato típico (bife de chorizo) e uma garrafinha de vinho. Ali tive a certeza: uma ’senhora’ viagem não se faz com lugares suntuosos, sofisticados e/ou exóticos. Se faz com a alma leve, curtindo um momento único, a ser guardado na memória até que o médico alemão permita. Nada impede que você curta isso em lugares suntuosos, sofisticados e/ou exóticos, mas esse NÃO É um pré-requisito.

Exatamente por essa descoberta que a foto abaixo simboliza a viagem como um todo:

Parto

April 6th, 2009

Depois de quase 9 meses morando aqui, finalmente tenho água quente no chuveiro! Como eu já imaginava, só mesmo entrando de férias para terminar de resolver todos os probleminhas restantes aqui de casa. Essa semana, se tudo correr bem, instalarei as persianas e os ventiladores de teto

A força da fossa

March 10th, 2009

Estou há algum meses militando sobre música em outro blog, com muito gosto diga-se de passagem. Mais ou menos na linha como já fazia aqui (vide posts da categoria Música), com um pouco mais de blablablá. De novo MESMO, duas brincadeirinhas: o ‘Letra da semana‘ (escolho uma música e falo a respeito, seguindo ordem alfabética - acho que parei no G) e o Top5 (que segue a linha do filme Alta fidelidade de fazer listas, mas inspirado também no ‘60 melhores clipes‘ do canal VH1)

Como não fiz esforço algum de divulgação (salvo um ou outro anúncio de atualização no twitter), o ritmo de visitas e comments anda bem tranquilo. Mas foi só eu falar de dor de cotovelo (o Top5 pra ouvir na fossa) pra galera se revelar!

Sério, nessas horas a gente acaba se ancorando em músicas, filmes, citações, poemas… Tudo pra esquecer aquela pessoa miserável que nos faz sofrer, ou lembrar dela de verdade e colocar logo todo o sentimento pra fora em lágrimas. Exatamente por isso, existe todo um tratado de músicas de fossa pra embalar os corações partidos. Os pagodeiros que o digam.

Cheguei a brincar com alguns, dizendo que me especializaria em escrever sobre deprê pra conseguir maior interação com quem lê. Não é muito o meu feitio, sou mais do estilo copo d’água meio cheio. Mas se eu fosse um problogger (ptu!), viveria da dor de corno alheia.