Já que toquei no assunto…
“Dear, when thou has finished thy task
Parsley, sage, rosemary and thyme
Come to me, my hand for to ask
For thou then art a true love of mine”
“Dear, when thou has finished thy task
Parsley, sage, rosemary and thyme
Come to me, my hand for to ask
For thou then art a true love of mine”
A música do dia de hoje não é de grupo inglês, nem do último remanescente do grunge, nem um hino de nerds dos anos 80. Paro as máquinas para reverenciar um CLÁSSICO chamado “Somewhere my love“, vulgarmente conhecida como “Tema de Lara“. Sim, é aquela música triste daquele filme triste e interminável chamado “Doutor Jivago“.
Eu sempre adorei a melodia dessa música (mas não tanto quanto eu adoro “Scarborough Fair“, diga-se de passagem), mas só hoje puxando pela memória eu me toquei de que essa música de Maurice Jarre (responsável pela trilha sonora dos filmes “Ghost“, “Mad Max 3“, “Lawrence na Arábia“, entre outros), lançada em 1965, tinha letra. E que absurdo de letra ! Segue abaixo:
“Somewhere, my love, there will be songs to sing
Although the snow covers the hopes of Spring
Somewhere a hill blossoms in green and gold
And there are dreams, all that your heart can hold
Someday we’ll meet again, my love
Someday whenever the Spring breaks through
You’ll come to me out of the long-ago
Warm as the wind, soft as the kiss of snow
Till then, my sweet, think of me now and then
Godspeed, my love, till you are mine again
(jazz instrumental-first four lines)
Someday we’ll meet again, my love
I said “someday whenever that Spring breaks through”
You’ll come to me out of the long-ago
Warm as the wind, and as soft as the kiss of snow
Till then, my sweet, think of me now and then
Godspeed, my love, till you are mine again!”
Hoje de manhã, após 31 anos de andanças, finalmente cheguei a constatação de que sou um ser totalmente desprovido de lógica.
É coisa de nerd anos 80, ou seja meu caso: nada melhor do que gravar no CD que você escuta no carro as músicas originais do jogo Outrun, que fez sucesso nos fliperamas e nos videogames. Hoje voltando do trabalho fiquei como um louco mexendo a cabeça no ritmo de ‘Magical Sound Shower‘.
Agora mais do que nunca eu admiro os caras que encontram uma mulher bacana, namoram, se dão bem com a família, casam E aumentam a família, tudo isso na MESMA encarnação. Se é que ainda existe alguém asim…
Depois de intensas pesquisas, financiadas pelo dinheiro dos charutos cubanos, dos cacarecos chineses, do petróleo iraquiano e do petróleo venezuelano, imagens de satélite comprovam o que muitos já desconfiavam: OS EUA SÃO REALMENTE O CÚ (com acento mesmo, licença poética) DO MUNDO !!!!
Dada a fase de mudanças que tenho passado nas últimas semanas, uma frase martela impiedosamente meus devaneios: “Tudo passa“. A crueza dessa frase me traz uma idéia de impotência, de pessimismo. É a representação da entropia, em apenas 2 palavras. Frase bastante coerente com o discurso ateísta. Realista. Materialista.
Entretanto, como negar a veracidade do que ela diz ? Como negar que, no final das contas, “Tudo passa” ? Durante um bom tempo todo e qualquer pensamento construtivo e proativo era barrado pela força dessa frase. Quase uma versão resumida da que estava escrita num muro à margem da Linha Vermelha: “Pra que ter medo se o futuro é a morte?”.
Depois de muito ser castigado pelos meus próprios pensamentos, encontrei uma frase muito melhor: “Tudo muda“. Não nega o sentido da outra frase, muito pelo contrário. O que muda, obrigatoriamente, passou de um estado para outro. Estado da matéria, estado de regime, estado de espírito, nada resiste a essa frase. E pra mim o grande alívio é pensar que mudar, por mais que tudo dê errado, é sempre uma tentativa de evolução. Acho que nem a lógica do caos imagina mudar pra pior. Por isso, adoto a frase “Tudo muda“, pois pra mim essas duas palavras subentendem o otimismo de que as coisas vão realmente melhorar. Sai a entropia, entra a beleza da criação, da evolução. Acreditando não em Deus, Eterno, Alá, Oxalá, Buda ou outra representação de força, convenhamos: faz todo o sentido, não acham ?
Mais uma vez tive um insight de um post legal pra escrever, e no trajeto pra casa esqueci. Problemas de DNA (data de nascimento avançada)…
Ainda que algumas pessoas achem que seja besteira ou sejam até contra, pode-se tirar muita coisa legal do famoso “papo de botequim”. Especialmente se você estiver rodeado por pessoas inteligentes, ou dotadas de alguma sensibilidade. Não adianta, a premissa para se ter uma boa conversa e tirar algo positivo dela é que haja troca. Papear por papear muitas vezes é pura e simplesmente uma perda de tempo.
Por conta disso, eu sempre procuro abordar assuntos de acordo com meus interlocutores. Se bem que todo mundo faz isso, né ? Não sei…Talvez eu me preocupe demais com a escolha dos assuntos. Enfim, ontem estávamos em um grupo bastante heterogêneo. Músicos, poetas, pessoas do mercado público e privado, pessoas do setor comercial. Por conta disso, conversamos sobre os mais variados temas, o que numa mesa de bar num sábado estranho de agosto é com certeza o melhor dos mundos. (Postei algumas fotos desse encontro no meu flickr)
Eis que quando falávamos de religião, do que realmente importa nessa vida, da relação entre as pessoas, um pouco de política (não tem como fugir disso nos dias de hoje), nasceu um soneto. Parido da mente do nosso amigo Gustavo. Particularmente gosto muito de estar presente quando se manifesta a criatividade alheia, dá aquela sensação de “como esse cara consegue?” misturada com o sentimento de “por que não pensei nisso antes?“. É a união da simplicidade com a genialidade. Confesso: queria muito eu ter essa facilidade com as palavras, as métricas, as rimas.
Pedindo licença ao grande amigo Gush (na verdade a licença foi concedida ontem mesmo, no bar), transcrevo o soneto sem título, recém nascido:
“Entre cabalas, abalos e presentes
Em meio ao papo, ao papa, ou presidentes
Perante rezas, estranhos, ausentes
Os que aqui estão, são permanentes
Permanecem perto, qual entes
Preciosos, tal boca, tal dentes
Apresentem os cabelos, esqueça os pentes
Importa o que vives, o que sentes
Quem diz que não, mente
Está de fora, está ausente
Qualquer coisa é, menos gente
E por mais que tente
Na labuta ou no batente
Nunca viverá como a gente.”
(Gustavo Rocha)
Agora de tarde, começou de repente um tremendo pé d’água. No iTunes, começa a tocar uma sequência de Coldplay, com a manjada “Yellow“. Isso não sugere um clima britânico ? Acho que mais tarde vou sair pra beber umas cervas, pra completar o quadro.