Será?
Em alguns momentos, fico só aguardando o momento em que uma voz “do além” vai dizer : open your eyes… Pode ser abre los ojos também…
Em alguns momentos, fico só aguardando o momento em que uma voz “do além” vai dizer : open your eyes… Pode ser abre los ojos também…
Hoje eu me beneficiei de um pacto feito comigo mesmo há quase 5 anos atrás, quando comecei a escrever publicamente (em um blog que não deixou vestígios, felizmente): nunca, JAMAIS, never ever escrever certas divagações que surgem quando estou bebum. Mas melhor que isso é FINALMENTE ter essa mesma sacação quando rola o impulso de disparar uns SMSs (leia-se torpedos via celular, para os desavisados) para algumas pessoas quando o álcool está bombando na corrente sanguínea.
Não sei se vocês viram, mas com a proximidade da Copa do Mundo as campanhas publicitárias começam a se adequar para abordar o tema.
Como sabem, não vejo televisão, mas sempre que leio sobre esses anúncios ou fico sabendo através de amigos coloco a mula pra trabalhar e vejo no micro. Pelo que vi, a nova onda agora é de provocações Brasil x Argentina. Teve um anúncio do Mastercard mostrando o Tevez como maior craque do futebol brasileiro, e agora vai ao ar um anúncio do Guaraná Antarctica com o Maradona sonhando (ou tendo pesadelo, sei lá) que joga em nossa seleção. Veste a ‘amarelinha‘ e o escambau.
Se as agências repetirem o bom humor da copa passada (lembram dos anúncios do jabuti da Brahma?), tem tudo para emplacar na memória dos telespectadores (e da galera do P2P também)
Fifteen minutes with you
Well, I wouldn’t say no
Oh, people said that you were virtually dead
And they were so wrong
Fifteen minutes with you
Oh, well, I wouldn’t say no
Oh, people said that you were easily led
And they were half-right
Será que estou ficando ranzinza, ou uma empresa fabricante de peças para cadeiras de rodas chamada ‘Karma‘ soa como piada de mau gosto ?
“Caraca, bolei!”
[...]
Risin’ up, straight to the top
Had the guts, got the glory
Went the distance, now I’m not gonna stop
Just a man and his will to survive
It’s the eye of the tiger, it’s the thrill of the fight
Risin’ up to the challenge of our rival
And the last known survivor stalks his prey in the night
And he’s watchin’ us all with the eye
It’s the eye of the tiger
[...]
“Hide in your shell” – Supertramp
Não consta do rol das mais conhecidas do grupo, mas é conhecida o suficiente para fazer parte da coletânea do grupo e de seu disco ao vivo mais famoso. Além da melodia que me é muito agradável e dos vocais bem arranjados, ao ouvi-la me lembro de momentos importantes da minha vida, especialmente há cerca de 6 anos atrás. Junto com “From now on” e “Take the long wat home“, são as músicas do grupo que eu mais tenho ouvido ultimamente.
De uns tempos pra cá, está acontecendo uma situação curiosa (antes de mais nada, “tempos” = meses). Estou tendo que gastar um tempo extra nas conversas do dia-a-dia explicando e reexplicando certas coisas que digo automaticamente, pois no processo de mudança no qual (ainda) estou inserido, o meu círculo de convivas mudou radicalmente.
Quem me conhece há algum tempo, sabe que eu tenho um conjunto de palavras que emprego no meu vocabulário com sentidos “especiais”. Como esta gíria própria meio que nasceu nos grupos que frequentei há algum tempo, nunca senti necessidade de explicar seus significados. Agora que tudo está em processo de franca mudança, estou tendo que contar a história toda, e me surpreendo com a minha dificuldade de objetivar o subjetivo, explicar o que para mim parece óbvio há muito tempo.
Alguns exemplos práticos. Tomemos a palavra ‘MEDO’ (assim em maiúsculas mesmo). No uso normal, é somente o receio (às vezes covarde) de alguma coisa. Mas no uso que eu dou a palavra (pegando carona no vocabulário ‘Elesbão & Haroldinho’), a palavra significa muito mais que isso. Em muitas situações, é pura e simplesmente uma interjeição demonstrando surpresa. Em outras, é o reconhecimento do mérito de alguém (ex: Fulano: “Acertei 91% daquele questionário“, Eu: “Caraca, MEDO!”). Para alguns amigos com quem falo no dia-a-dia (como por exemplo Gush, PIV e Marcelo), não há o que explicar. Mas para algumas pessoas com quem saí, chega a ser engraçado. Até eu explicar, eu devia ser considerado um cara extremamente covarde.
Tenho alguns outros exemplos legais, mas fica para um outro post…
Outro dia começaram a circular no Rio trens do metrô e da ’supervia’ (leia-se trens da Central, ligando o centro ao subúrbio) com vagões exclusivos para mulheres. Eu já fiquei um bom tempo pensando aqui, mas ainda não consegui encontrar um motivo plausível para essa segregação institucionalizada. Pra mim, isso é ir contra o curso da história. Se alguém tiver uma idéia convincente, por favor compartilhe comigo.