“…E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá…”
Não adianta, eu simplesmente não entendo esse fenômeno das celebridades instantâneas. Ou melhor, entendo mas não compreendo. Vejamos: uma pessoa qualquer, escolhida “ao acaso” (essa merecia pelo menos umas 4 aspas), é colocada numa casa cheia de mordomias e pagações de mico, e todo mundo vê pela TV. Basta isso pra pessoa se tornar famosa ? Eu acho ridículo, mas para a maioria esmagadora das pessoas, basta isso.
Notando o grande filão potencial desse processo, criou-se uma fábrica de capas da Playboy & similares, onde se coloca mulheres bonitas e gostosas nessa máquina de fazer celebridades, e depois fatura-se alto com a venda das revistas. Nada contra, pois eu acabo não ficando com a parte chata do processo, que é fuxicar a vida dos outros pela TV e perder boa parte do meu precioso tempo (seja vendo o programa, seja discutindo porque Beltrano deu em cima de Fulana, mas que na verdade quer se firmar na casa e comer a Cicrana). Mas pelo que vejo nos jornais de uns tempos pra cá, a qualidade das inscritas na Playb…ops no Big Brother vem caindo vertiginosamente, mas o interesse do público permanece aparentemente inalterado.
Bom, agora que eu contextualizei meu pensamento, sejamos objetivos: é totalmente absurdo acontecer tamanho tumulto na Livraria Saraiva do Centro aqui da cidade por conta de uma dessas meninas, que já é conhecida por ser uma das que mais exigiu da equipe de retocagem de fotos (leia-se galera do Photoshop) da Playboy. E o mais curioso: tinha muito mais mulher do que homem neste tumulto! Nada contra o ensaio em si (que pretendo conferir, claro), mas sim para esse frenesi pelo autógrafo dela, de estar presente, de celebrizá-la. Sabendo-se que tem uma penca de artistas ótimos por aí, das mais variadas artes, muitos deles no total anonimato, lutando para conquistar seu lugar ao sol, não dá mesmo pra levar a multidão a sério. Palmas para Nelson Rodrigues e sua célebre frase: “Toda unanimidade é burra“.
Enfim, termina a saga de Harry Potter. Agora em julho foi lançado (em inglês) o último livro da série de sete narrando a saga do menino bruxo que foi um verdadeiro fenômeno editorial e despertou o prazer da leitura em muitas crianças e adolescentes no mundo todo.
Eu sou suspeito pra falar, mas acho que a história deixa de ser infanto-juvenil a partir do 3º livro e principalmente a partir do 5º. Em relação a esse último (‘Harry Potter and the Deathly Hallows’, que ganhará o título ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’ em português), havia uma grande expectativa em cima da narrativa de J.K. Rowling: ela manteria a atmosfera sombria dos últimos livros ? Encerraria a saga com a morte do personagem principal ? Encerraria as tramas paralelas com a mesma maestria com que as conduziu ao longo dos livros ?
(se não quiser ler detalhes do último livro, pare por aqui)
Read more »
Na boa, olhando aqui as fotos no Omelete, vejo que o Robert Downey Jr é realmente o cara ideal para viver o Tony Stark (leia-se Homem de Ferro) no cinema. O filme promete!
Interferência entre espécies põe fim a desavença séria. Briga de coelhos é apartada por galos atentos e decididos. Deem uma olhada !
[enviada pelo CAT por email]
Ontem, quando estava indo remar canoa havaiana, descobri depois de muito tempo que meu carro veio de fábrica com um aquecedor. Sim, senhoras e senhores, estava eu com casaco e calça de moleton, vidros fechados, e o frio ainda assim não passava. Só me senti confortável quando girei o botão do ar para o vermelho e mandei bala. Que delícia !