Pedacinho do mar

Agora mais do que nunca, cresce a vontade de ter um microcosmo marinho em minha sala. Talvez por influência dos meus últimos mergulhos (fotos no flickr), talvez por viver uma fase mais serena, não sei dizer. Mas hoje me vi conversando a respeito de possíveis projetos de aquário marinho em 2 lojas das quais sou freguês. Mas antes de mais nada, eu preciso ter uma sala. :)

Música do dia

“Beat a drum” – R.E.M.

Depois de muito tempo ouvindo coisas novas (e outras nem tanto, mas que para mim eram novidade pelo menos), senti uma vontade incontrolável de ouvir novamente minhas bandas prediletas. No processo eu “descobri” essa música do álbum ‘Reveal’, lançado em 2001 (ano em que a banda esteve por aqui tocando no Rock In Rio) e que trouxeram como principais músicas de trabalho “Imitation of life” e “All the way to Reno”.

reveal.jpgO álbum em si ao meu ver tem 2 grupos de música: as mais pop (como as duas citadas acima como principais exemplos) e as mais introspectivas, que tentam repetir o sucesso das faixas do álbum ‘Automatic for the People’, mas sem a mesma simplicidade e genialidade, salvo alguns lampejos. E dentre estes lampejos, a levada suave e inspirada de “Beat a drum”, que conta com o baixista Mike Mills conduzindo a melodia da música ao piano. Não tem o lirismo açucarado de “At my most beautiful” (do álbum ‘Up’), mas é uma música igualmente deliciosa. Destaque para a versão acústica da música, que aparece no especial ‘R.E.M. Unplugged 2.0′, da MTV americana, não lançado aqui no Brasil mas disponível por meios alternativos.

Foco

Férias para uns são o tempo de ócio, para outros, o tempo de trabalhar mais ainda, mas em projetos pessoais. Para uns, é a quebra de rotina, e para outros, a criação de uma. Para mim, normalmente o tempo de dar uma sacudida na vida e fazer aquela reavaliação de prioridades.

Tiro um tempinho para o ócio, com certeza. Reservo outro tempinho para sair totalmente da rotina, a ponto de esquecer que horas são. Mas em todo o tempo, eu me distancio do meu dia a dia e repenso minhas realizações, minhas opções, minhas escolhas. E nas que passei agora, algo ficou claro e virou urgência: preciso administrar melhor o meu tempo livre.

Como exercício, procurei definir que janelas de tempo eu tenho, e em que coisas eu gostaria de investir as preciosas horas disponíveis. E olhando para o hoje, comparando com os últimos tempos, constato: a cada dia, informática (leia-se internet, joguinhos, etc) deixam dia a dia de ser prioridade pra mim. Ao mesmo tempo, sinto falta de dedicar mais tempo a atividades mais clássicas: filmes, livros e música.

Música nem é grande problema, pois ela já permeia o meu dia como um todo (vide a predominância de escritos relativos ao assunto aqui no blog), graças a iPod / CD Player / iPobre (o Mp3 vagaba que uso quando pratico exercícios ao ar livre). Mas eu sinto falta de participar mais do processo, como por exemplo voltando a aprender violão, ou entrando em aulas de percussão ou canto. Já filmes e livros são concorrentes diretos das horas que passo na frente do computador quando chego do trabalho até a hora de ir dormir. Conclusão óbvia: hora de ler mais livros (já tenho um monte me esperando na cabeceira) e ver mais filmes, e continuar esse meu processo praticamente irreversível de desnerdização (não total, claro, pois Starwars, Star Trek, Battlestar: Galactica e afins ainda são parte de mim :D )

Com isso, pensei: e o blog? E eu mesmo respondo: continua a ser de certa forma um reflexo dos conteúdos com que lido, até porque escrever é um hábito que pretendo cultivar e que se tornou uma boa válvula de escape pra mim. A questão é que, seguindo a tendência, teremos aqui mais coisas de filmes, livros e de situações cotidianas, com posts talvez menos frequentes mas, espero, mais bem escritos.

Seguimos então com a programação normal, e aguardem uns rabiscos meus sobre os filmes que concorreram ao Oscar (ei alguém ainda me lê? :D )

Frase do dia

“Às vezes tudo dá errado… mas aí acontecem coisas maravilhosas, que jamais teriam acontecido se tudo desse certo.”

- Desconhecido (enviado por Nat via twitter)

Música do dia

Meu coração” – Cidade Negra

Versão reggae de uma música velha e pouco conhecida de Pepeu Gomes e Baby Consuelo, que faz parte do álbum ‘Diversão’, onde o longevo grupo de reggae-pop oriundo da Baixada Fluminense dá uma pausa nas composições próprias e homenageia seus prediletos fazendo uma releitura de suas músicas (destaque também para as versões de ‘Tudo azul‘, de Lulu Santos e ‘Monte Castelo‘, do Legião Urbana).

Essa música até então era uma ilustre desconhecida para mim, mas a melodia alegre e simplória aliada a uma letra ‘positiva‘ grudaram rapidamente no meu ouvido e nas minhas playlists no iPod. Tem bem aquele jeito ‘tropical’ de fazer músicas, que ao meu ver é bem característico dos Novos Baianos e do A Cor do Som, e perfeita pra se ouvir no verão. Bom, no caso só faltou o verão, mas isso é assunto pra outro post…

Passou…

Lá se foi o carnaval… Queria eu me dividir em 5 e poder curtir cada bloco que saiu pelas ruas desta cidade. Mesmo assim, creio que mandei bem na minha listinha de blocos, salvo um ou outro que não foi lá grandes coisas (mas também não me arrependo nem um pouco dessas escolhas).

Foram-se as ruas interditadas, as roupas alagadas, e os malditos ambulantes que atravancam o caminho das pessoas e dos blocos, mas que refrescam nossa garganta e elevam nosso espírito folião com a cerva nossa de cada dia. Ficam na lembrança as fantasias engraçadas, o meteórico porém divertidíssimo desfile na Sapucaí, a alegria das marchinhas antigas e universais, a energia contagiante dos batuqueiros (até hoje quero pular ouvindo a versão de ‘Frevo mulher‘ tocada pelo Banga), os bons momentos com amigos de diversos grupos e os novos amigos surgidos ao longo dessa maratona foliã.

Agora é o chamado ano novo, já que é sabido que no Brasil o ano só começa depois do carnaval. Ano esse que será longo, por conta de um carnaval precoce e de um 2º semestre com feriados aos domingos. Mas do jeito que começou, e pelo andar da carruagem, é o ano de arregaçar as mangas e fazer os sonhos acontecerem. A hora do ‘algo novo‘ é agora, e que os fantasmas do passado nele permaneçam.