Música do dia

Sarau para Raphael” – Paulinho da Viola e Nó em Pingo D’Água

Belíssimo choro de Paulinho da Viola, bebendo no legado de seu pai, César Faria, que pertenceu ao grupo de chorinho Época de Ouro desde os tempos de Jacob do Bandolim. Nesta gravação (presente no documentário ‘Meu tempo é hoje‘), Paulinho conta com a participação de seu pai César e seu filho João Rabello, além do apoio do grupo Nó em Pingo D’Água, grupo carioca de música instrumental que gosta de misturar o choro com outros estilos como jazz e samba.

A música é uma homenagem ao violonista Raphael Rabello, que morreu em 1995. Além de uma levada agradável, tem um arranjo primoroso com boa mescla de instrumentos de cordas e de sopro. Sua execução é considerada por alguns como um dos grandes momentos do documentário, e por mim como o marco de uma mudança de rumo muito aguardada.

Dose de realidade (ou melhor, de reality)

Foi-se mais um BBB, mas pela primeira vez fiz um esforço maior para assistir. Não com o intuito de ‘entrar no hype‘, e sim de entendê-lo. Apesar de todas as explicações e teorias, eu continuo sem entender a graça de ver pessoas quaisquer trancafiadas numa casa falando sobre o nada, maquinando umas contra as outras e pagando mico em rede nacional.

Talvez seja pelo fato de eu ter certeza que não terei tempo suficiente ao longo da minha vida para ver todos os filmes e seriados que me despertam interesse, ou de ler todos os livros que gostaria. Além disso, o culto a celebridades instantâneas me causa cada vez mais repulsa, e no fim das contas esse é o grande mote de um BBB: a luta para ser uma celebridade, com o devido julgamento de quem as cultuam.

No final das contas, vejo que as pessoas acompanham os BBBs com o mesmo afinco que acompanhavam novelas há alguns anos. Isso ao meu ver é muito mais demérito das novelas do que mérito do BBB: há muitos anos que o modelo ‘novela’ está desgastado, arrastado, e cada vez mais distante da realidade. Não que seja o grande problema, vide o sucesso de produções totalmente calcadas na ficção, como ‘Que rei sou eu?‘ e ‘Vamp‘ (há mais de 15 anos). Mas mesmo eu passando ao largo de novelas nos últimos 15 anos, reparo que seus autores buscam colocar elementos da nossa realidade em suas tramas a fim de atrair público (que o diga Manoel Carlos e suas ‘Helenas’). Como os diálogos e situações soam cada vez mais falsos, o público parece preferir beber na realidade das pessoas ‘comuns’ que passam 3 meses em interação full-time na casa montada pela Globo.

Só isso pode explicar a explosão de comemorações ontem, quando um ingênuo rapaz grita “Eu tô rico!” ao ser anunciado vencedor da oitava edição do programa. As pessoas comuns em cada casa torciam e se identificavam com os da casa. Eram realmente os ‘heróis’ dos que acreditam que o ideal de vida de cada brasileiro é virar celebridade. Bial não está errado, mesmo. Não para essa maioria. Continuo não achando graça nesse tipo de programa (embora confesse ter gostado dos da série ‘No limite’), mas pelo menos já entendo melhor a motivação das pessoas que assistem e pagam o pay-per-view.

Mestre

Confesso: queria ter descoberto a discografia de Chico Buarque há mais tempo. Tanto pelas melodias quanto pelas letras. Letras aliás que não parecem ter sido escritas por um cara só. É coisa pra um time de cabeças pensantes, trancafiadas com suas musas, pensando horas em cada palavra, cada verso.

Felizmente ainda não é tarde demais, e o que não falta é música pra descobrir. Que o digam “O meu amor“, “Futuros amantes“, “Quadrilha” e “Deixe a menina“, que acabo de ouvir. Como diz um amigo, o Chico é um cara que consegue fazer música usando palavras como ‘paralelepípedos’ e ‘escafandristas’ sem encher linguiça, dentro do contexto. Graças ao advento do MP3, posso jogar tudo no iPod e ir ouvindo aos poucos. Aliás, é o que estou fazendo.

O início da saga

Depois de muita especulação, pendengas judiciais e negociações de bastidores, parece que o projeto de filmar o livro que antecede a trilogia Senhor dos Anéis vai mesmo sair do papel e vir para as telonas.

bilbo_l.jpg“O Hobbit” conta a história de Bilbo Bolseiro (Bilbo Baggins, no original), que é retirado de seu cotidiano bucólico ao ser convocado pelo mago Gandalf e uma trupe de anões para partir com eles numa expedição. No caminho, Bilbo se depara com a criatura conhecida pelo nome Gollum, que perde para ele um anel mágico que confere invisibilidade a seu possuidor. Sim, o mesmo anel em torno do qual gira toda a saga da trilogia Senhor dos Anéis.

Após o estrondoso sucesso da trilogia, esperava-se que o projeto para refilmar “O Hobbit” viesse logo em seguida. No entanto, o projeto ficou parado durante um bom tempo por conta de uma briga de Peter Jackson (que adaptou e dirigiu a trilogia) com a New Line. Jackson colocou a New Line na justiça, contestando o percentual a que tinha direito pelos 2 primeiros filmes da trilogia. Em virtude do sucesso da trilogia, a MGM e a New Line buscaram primeiro resolver essa questão, por entender que Jackson é fundamental no novo filme para garantir seu sucesso, e as partes chegaram finalmente a um acordo em dezembro de 2007.

O projeto da New Line é realizar 2 filmes: um centrado na história do livro “O Hobbit“, outro fazendo a ponte entre este e a trilogia. Peter Jackson ficará a cargo da produção executiva e da adaptação do livro e dos contos escritos por Tolkien que servirão de base para o 2º filme. Ainda não contrataram um diretor, mas o mais cotado é Guillermo del Toro (“O Labirinto do Fauno” e “Hellboy“). Espero que façam o possível para contratar os mesmos atores de personagens que aparecem nas duas histórias, em especial Andy Serkins (Gollum) e Ian McKellen (Gandalf). Os 2 filmes serão rodados em 2009, para serem exibidos em 2010 e 2011.

Frase do dia

“Quem tem amigos, tem tudo”

- Autor desconhecido

Que venham os arrasa-quarteirão

Com a chegada da primavera no hemisfério norte, chegam também às telas (e torrents, por que não?) do mundo inteiro os filmes candidatos ao topo das bilheterias. E pelos trailers que estão aparecendo na internet, acredito que a safra será das boas.

No entanto, se tirarmos como base o ano passado, não dá pra se confiar totalmente em trailers. Dos filmes arrasa-quarteirão, só mesmo o Transformers correspondeu às expectativas. Homem-Aranha 3 não chegou aos pés dos dois primeiros filmes, assim como Shrek Terceiro, que embora não tenha sido um filme ruim, não manteve o mesmo padrão dos anteriores. Não falo da continuação de Quarteto Fantástico, porque ainda não vi (na verdade, não tenho a mínima pressa). Com base nos trailers que vi:

  • Indiana Jones and the temple of the crystal skull: Ação como nos outros filmes, sem pirotecnias via computação gráfica. Continuo confiando na capacidade de Spielberg, especialmente contando uma história de ação com toques de humor e personagens já conhecidos.
  • The Dark Knight: Promete seguir a mesma linha de seu predecessor (Batman Begins), focando no Batman dos quadrinhos e não seguindo a linha carnavalesca da TV e de Joel Schumacher. Destaque para a elogiada interpretação do Coringa pelo finado Heath Ledger.
  • The Incredible Hulk: Me parece ser uma mescla do Hulk dos quadrinhos com o Hulk da TV (interpretado pelo Bill Bixby). Além disso, tem Edward Norton no papel principal, e ele é o tipo de ator que manda bem nos filmes que faz.
  • Speed Racer: Estou seriamente inclinado a NÃO ver esse filme! Adorava o desenho, mas tô achando os trailers tão “chiclete tutti fruti” que estou perdendo a vontade de vê-lo no cinema. Kitsch demais pro meu gosto.
  • Prince Caspian: Gostei do primeiro filme baseado nas Crônicas de Narnia, e como adoro filmes do tipo fantasia, devo conferir esse no cinema. Mas confesso que preciso ler e ver mais sobre ele.
  • Get Smart: O novo filme do Agente 86 promete ser ótimo, com Steve Carell interpretando o agente Maxwell Smart, outrora personificado por Don Adams, e a bela Anne Hathaway caindo como uma luva como a Agente 99. Sou fã do seriado antigo, e por isso suspeito, mas estou levando fé no trailer

Mais para o fim do ano teremos outros papa-bilheterias estreando (destaque para o sexto filme da série Harry Potter e para a continuação de Madagascar), mas vou esperar mais um tempo pra falar a respeito.

Ufa!

Eis que ontem, após 4 anos, o mengão perde para o Botafogo. Ainda bem, não sei se aguentaria tanta choradeira…

A vida

Eis o que penso dela:

“Caminante, son tus huellas
el camino y nada más;
caminante, no hay camino,
se hace camino al andar.”

- Antonio Machado

Atirando pra todo lado

Faço compras online desde muito antes de surgirem gigantes como Submarino e Americanas. Sendo mais específico, fiz minhas primeiras compras online no site telnet da Cd Connection e em um site de livros bastante simpático chamado Amazon, em seu primeiro ano de atividades (1996). Naquela época, comprar CDs no exterior via correio valia a pena: somente as encomendas cujo valor total superasse US$50 eram objeto de tributação. Em outras palavras, uma parte considerável da minha CDteca é foi formada por CDs importados.

Desde então, o mercado de compras online mudou bastante. Primeiro, ganhou nomes pomposos: e-commerce, e-business, business to business (b2b), business to consumer (b2c), etc. Daí, muitos sites nanicos quebraram, outros se juntaram (o Submarino surgiu desse jeito, com base no antigo Booknet), e os que restaram tiveram que diversificar produtos e serviços.

Hoje em dia, você encontra praticamente de TUDO pra vender na web, e não estou me referindo a sites de leilão. Agora, cá entre nós: vender ROUPAS pela internet é um certo exagero, vocês não acham? Pois hoje recebi um spam da Amazon ofertando roupas (moda praia e primavera-verão).

Não sei se estou com pensamento preso demais aos meus paradigmas, mas esse é o tipo de artigo que é relativamente complicado de se comprar pela internet. Se ao menos existisse um padrão de medidas de roupas, tudo bem. Mas mesmo assim, uma coisa é ver a foto de uma roupa, outra é ver como a roupa veste em nós. Essa eu deixo para os mais entendidos em moda…

Música do dia

“No more lonely nights” – Paul McCartney

Uma das grandes músicas da carreira solo de sir Paul McCartney, vulgo Beatle Falsificado (mais sobre essa teoria aqui). Balada arrebatadora, que se não tem o acompanhamento magistral dos antigos colegas daquela banda de Liverpool, ao menos tem uma melodia gostosa e uma letra inspiradíssima para os enamorados.