Da série: Piadas que já nascem prontas

Top 5 de filmes pouco badalados

Pegando carona neste post do Surfista, faço aqui minha listinha de filmes que não foram lá muito badalados nas bilheterias e/ou locadoras, mas pelos quais tenho bastante apreço:

Brazil, o Filme (Brazil), de Terry Gilliam – Num cenário futurista mas ao mesmo tempo retrô, onde o mundo é exageradamente burocrata, um funcionário tenta corrigir um erro administrativo que gera uma grande injustiça e acaba comprometendo a si próprio. Excelente crítica a sociedade burocrata com toques de um humor bem sutil.

Nove rainhas (Nueve reinas), de Fabián Bielinsky – Dois trambiqueiros argentinos se conhecem por acaso, e o mais experiente deles chama o outro para participar em um daqueles golpes grandiosos cuja recompensa resolve os problemas financeiros de qualquer um. Divertidíssimo, e com viradas de trama bastante originais.

Gattaca – experiência genética (Gattaca), Andrew Niccol – Num futuro onde todos os bebês são gerados em laboratório e a salada genética da ‘reprodução natural’ é considerada ultrapassada e seu resultado, inferior, jovem sonhador discriminado por ter sido gerado pelo “método antigo” executa ambicioso plano para ir ao espaço, assumindo a identidade de um paralítico gerado pelo “novo médoto”. Filme inteligente e emocionante, que valoriza a superação e a perseverança, duas das virtudes que mais admiro.

Jogos, trapaças e dois canos fumegantes (Lock, stock and two smoking barrels), de Guy Ritchie – Rapaz bom nas cartas convence 3 amigos a contribuir com um total de 25.000 libras para que ele possa participar de uma mesa clandestina de poker das redondezas e assim ganhar uma nota preta a ser rateada entre os quatro. O que eles não sabem é que o jogo todo é armado, e eles não só perdem o dinheiro apostado como ficam devendo 500.000 libras para um dos gangsters da redondeza, a ser pago em uma semana. Roteiro original com várias viradas de trama, e um final fantástico. Violência ao estilo ‘Pulp Fiction’.

Corra Lola, corra (Lola rennt), de Tom Tykwer – A situação: Lola tem 20 minutos para conseguir uma grande soma de dinheiro a ser dado a seu namorado, que acabara de perder quantia equivalente no metrô a ser usada para saldar uma dívida com um mafioso. E o filme mostra três possíveis desfechos para essa trama, mostrando o impacto final de pequenas mudanças na trajetória de Lola a fim de atingir o objetivo. Além dar a idéia de realidades alternativas (que eu particularmente gosto), o filme tem uma estética própria, que claramente serviu de inspiração para filmes e comerciais de TV feitos depois dele.

Outros dignos de nota: Amor além da vida (What dreams may come) – um dos filmes mais emocionantes que já vi, Os impostores (The impostors) – ótima comédia com Stanley Tucci e Oliver Platt que é tão subestimada que mal se encontra em locadoras, Ponto final (Match Point) – primeira e excelente não-comédia de Woody Allen após muitos anos e O último guerreiro das estrelas (The last starfighter) – filminho de ficção científica bem ’sessão da tarde’, que é cultuado por vários gamemaníacos.

Mordendo a língua

Dentro do meu processo de desnerdização, prometi a mim mesmo que não mais montaria micros. O finado Athlon XP 2500+ seria meu último frankenstein. Vi alguns micros da HP à venda, e fiquei tentado. Fiz contas, analisei o que já tinha e resolvi trocar umas duas coisinhas do computador enquanto não partia para um micro novo. Aí vocês sabem: o gabinete estava meio velho (as portas USB frontais com mau contato), arranjei alguém pra ficar com meu monitor CRT, cotei um HD maior e vi que os novos SATA2 estavam com um bom preço, mas minha placa mãe só aceita IDE, e… “IT’S ALIVE!

Na hora de comprar meu celular, pensei: só preciso de um aparelho comum, com boa autonomia de bateria, de preferência Nokia. Aí vejo os modelos que podia comprar com desconto, vejo o quão prático é ter uma boa câmera no celular, e tem aquele modelo com câmera de 3 megapixels que ainda por cima tem bluetooth (o que facilita a transferência das fotos para o computador) e voilà: smartphone da Nokia que por pouco não tem WiFi.

Agora escuto uns amigos falando mal do Windows Vista, e outros com máquinas mais parrudas tecendo elogios. Na mente, a velha e conhecida curiosidade tecnológica dá o ar de sua graça. Não tem jeito, meu DNA nerd parece resistente a mutações: vou fazer um testdrive do Vista no meu micro nos próximos dias…

Frase do dia (já candidata a frase do ano)

“In my opinion, the best thing you can do is find a person who loves you for exactly what you are. Good mood, bad mood, ugly, pretty, handsome, what have you, the right person will still think the sun shines out your ass. That’s the kind of person that’s worth sticking with.”

- Diablo Cody

[Tarrada discretamente do blog do Marcelo]

Todo cuidado é pouco

Multilínguas (olha a margem)

Desde que me entendo por gente, tenho uma boa familiaridade com o inglês. Parei de estudar ‘oficialmente’ o idioma (leia-se cursinho) ainda adolescente, mas o interesse em livros, revistas, seriados e música me mantiveram evoluindo no idioma. Em especial, meu vício em pocket books de Star Trek e seus diversos sabores (principalmente série clássica, nova geração e deep space nine) e a mania de comparar o que era falado nos filmes de Hollywood com o que vem escrito nas legendas. Por conta disso, no meu primeiro emprego de carteira assinada, fiz um teste para avaliar a minha fluência, e graças a ela consegui um adicional de salário e a chance de trabalhar em projetos que exigiam essa fluência. Por força do ofício, a necessidade de se ler e escrever relatórios em inglês, bem como a de trabalhar com estrangeiros em determinados projetos me ajudaram a aperfeiçoar ainda mais meus conhecimentos no idioma.

Mas nessa época, pude perceber que esse imperialismo idiomático muito nos priva de aproveitar certas situações e ocasiões. Num desses trabalhos com estrangeiros, estava revisando documentos de trabalho com um consultor da filial Buenos Aires e, vendo que não conseguíamos nos comunicar com o portunhol, apelamos para o inglês. Naquele momento achei um absurdo não falar o idioma de nuestros hermanos, vizinhos de fronteiras. Entrei algum tempo depois num curso de espanhol, e fiquei encantado com o que se pode aprender sobre as culturas dos povos ao estudar seu idioma.

Paro por aqui ? De jeito nenhum! Que venham as aulas de francês (pra relembrar o que aprendi no 1º grau), italiano e alemão. Estudar idiomas deixou de ser uma mera necessidade (essencialmente profissional) para satisfazer minha curiosidade cultural. Só espero ter tempo pra isso.

Frase do dia

“As mulheres não preferem os homens bonitos, mas sim os homens que tiveram as mulheres bonitas”.

Milan Kundera

[CTRL+C CTRL+V do Caixa Preta]

Canção de um dia de verdade

“Se você vier
Pro que der e vier
Comigo…

Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva…

Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Um pedaço de qualquer lugar…

E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh! oh!…

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo…

Se branco ele for
E esse canto
Esse tando
Esse tão grande amor
Grande amor..

Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo…

Comigo!…”