Evolução

Após alguns anos como praticante de mergulho autônomo, noto uma clara evolução no mercado. Quando comecei em 1994, havia umas pouquíssimas escolas e apenas 3 certificações diferentes (e na verdade não tão diferentes assim). O lance é que mergulhar naquela época era MUITO caro. Absurdo para um país com litoral tão vasto e tão bonito. Não tão absurdo assim para um país recém saído de um cenário de hiperinflação e altas alíquotas de importação.

Ao retomar a prática regular do esporte, noto um cenário muito mais atrativo para a popularização do mergulho recreativo. Temos um bom número de escolas de mergulho, que trabalham com diversas metodologias de ensino, amparadas por certificadoras internacionais. À disposição, uma maior variedade de equipamentos, com destaque para uma melhora significativa dos nacionais. Atrelado a isso, vejo no mercado nacional um maior número de bons profissionais trabalhando na operação dos mergulhos. No entanto, a mentalidade reinante entre eles ainda precisa evoluir e ser menos provinciano em certos locais.

Por isso e por outras coisas, estou me profissionalizando na atividade. A idéia veio de início como uma forma de fazer algo que gosto sendo custeado por outros. Agora, com algumas doses de idealismo, pretendo dedicar mesmo um bom tempo nisso, e quem sabe ajudar essa mudança de mentalidade. Não sei se conseguirei, e verei um número muito maior de mergulhadores bem treinados e responsáveis no país. Ao menos, no futuro poderei encher o peito e dizer: “trabalho com o que gosto“, coisa que poucos hoje em dia podem fazer.

Sistema de cotas

- É mermão, alguém se serviu de mate de qualquer jeito e sujou a bancada toda
- E depois sou eu quem limpa
- É, neguinho é foda…
- Mas no caso não foi neguinho não, foi branquinho mesmo!
(pano rápido!)

Lá vem o verão!

Não, não estou maluco ou equivocado. Me refiro ao verão norte-americano, que por ser período de férias longas por lá é a época em que são lançados os grandes filmes do ano (os arrasa-quarteirão). Grandes no sentido orçamentário, claro.

Para abrir a temporada 2008 de blockbusters, tivemos a excelente adaptação do ‘Homem de Ferro‘ dos HQs para as telas. Filme de super herói bem acima da média (ao meu ver, melhor até que o primeiro da série X-Men), com um Robert Downey Jr que parece ter nascido para interpretar o milionário fanfarrão Tony Stark. Esta semana, temos a chegada do 4º filme de Indiana Jones. É o fim de um jejum de 19 anos sem uma aventura do arqueólogo, interpretado por Harrison Ford. Semana que vem, é a vez do segundo filme baseado em ‘Crônicas de Nárnia’, produzido pela Disney Studios.

Nos próximos meses, teremos ‘The Dark Knight’, 2º filme da nova fase do Batman com o recentemente falecido Heath Ledger interpretando o Coringa. Pelo que se vê nos trailers, foi uma interpretação muito inspirada, ou seja, a loucura do Coringa chega a dar medo! Seguindo a linha de filmes baseados em heróis de HQs, veremos Edward Norton com o filme ‘Incredible Hulk‘, que promete ser bem melhor que o longa dirigido por Ang Lee com Eric Bana vivendo Bruce Banner / Hulk. Nada como a Marvel cuidando de seus produtos nas telas, sem os pitacos dos estúdios tradicionais! Que venham os filmes de Capitão América, Thor, o segundo do Homem de Ferro e o aguardado filme dos Vingadores!

Esqueci Speed Racer ? Não foi esquecimento, foi proposital. Quando soube do filme fiquei animado, mas a cada reportagem sobre ele fui ficando mais desanimado (especialmente pelo fato do projeto estar nas mãos dos irmãos presepeiros Wachowski, que afundaram Matrix ao transformar a história numa trilogia). Quando vi o trailer ‘se-meu-fusca-falasse‘ cheio de cores berrantes, desisti de vez. Não quero ver nem em DVD…

Da série ‘Olha a margem’

Estou aqui tranquilo lendo uns emails após o almoço, quando a recepcionista do andar entra perguntando repetidamente: “Quem perdeu o anel?“. Fosse isso no andar de uma equipe de auditoria (na qual só trabalham CRIANÇAS), seria motivo de piada para todo um ano…

MP3 legal (com duplo sentido)

O portal iG convidou alguns blogueiros a experimentar seu site de música (o MusiG), no intuito de captar a opinião dos que se propõem a escrever sobre música. Como eu falo bastante de música por aqui e realmente gosto de falar a esse respeito, topei participar. Recebi por email um convite com instruções para me cadastrar no MusiG e para retirar meu brinde: o novo single da Madonna, “4 minutes“, em parceria com Justin Timberlake.

O cadastro no site foi rápido e sem grandes complicações. Talvez incomode aos mais paranóicos a idéia de que, com isso, você “ganha” um email do iG, mesmo que você já tenha seu provedor de email de coração. No meu caso, fiz meu cadastro numa boa, mas não é o MusiG que vai me fazer migrar meus emails que recebo no Gmail. Conforme detalhado anteriormente, lá estava a música da Madonna para download, e por um momento me senti uma pessoa decente, que tem a chance de baixar músicas piratas mas prefere comprá-la numa loja virtual e assim remunerar o(s) artista(s). Claro, dá-se um desconto – afinal de contas eu não comprei nada, mas gostei da idéia de estar fazendo um download de MP3 moralmente correto pela primeira vez na vida.

Ao ouvir a música, momento aporrinhação: DRM. Por mais que seja uma salvaguarda para o artista, o processo em si é ao meu ver um tiro no pé, pois a gravadora acaba punindo o justo, que comprou a música legalmente. Nem tentei jogá-la para o meu iPod – estava mais focado em ouvi-la mesmo. Mas sinceramente nem sei se isso é possível, da forma que o WMA vem ‘trancado’. Como já li que o site pretende vender também conteúdo sem DRM, eu pessoalmente torço para que dê certo. Não acaba com a pirataria, mas mantém um monte de gente bacana que só quer ouvir suas músicas sem complicação do lado de lá.

Passado o processo de ‘aquisição da licença’ (totalmente conduzido pelo WMP 11), ouço a música de trabalho da Madonna. Num primeiro momento, penso no quanto a Madonna mudou ao longo dos anos. Na mesma hora em que ouvia essa música atual dela (com duplo sentido, por favor), penso no quão diferente ela é da alegrinha “Borderline“, da inspiração latina de “La isla bonita“, da sensual “Frozen“, da clubber Deeper and deeper“, e por aí vai. Lembrando bem do contexto musical do lançamento de cada um desses exemplos, não me atrevo a dizer que ela sempre lançou tendências. Em alguns casos, até o fez. Mas quando não, com certeza ela descia a mesma onda, e surfando na crista.

4 minutes” é uma música bem atual, e deve colar nas rádios. Não achei grandes coisas, mas me deixou curioso para conhecer o resto das músicas do novo álbum dela. Provavelmente, ouvindo em rádios online e baixando ainda pelo processo bucaneiro. Ainda.

Frase do dia

“Não importa saber se a gente acredita em Deus: o importante é saber se Deus acredita na gente…”

- Mário Quintana

Devendo

Estou pra escrever várias coisas por aqui, mas realmente o tempo e a inspiração estão em baixa ultimamente. Pra não dizer que fiz esse post só pra encher linguiça, algumas considerações:

  • ‘Iron Man’ é um filmaço! Mas não esperava nada diferente de um filme com o Robert Downey Jr
  • MusiG seria uma idéia excelente para compra legalizada de músicas, se não fosse pelo DRM (depois vou escrever mais a respeito)
  • Sinto saudades do Vasco disputando finais de campeonato. Jogar contra o Botafogo não tem muita graça
  • PS2 ainda à venda, mas vejo minha vontade de jogar voltando. Mas acho que o foco é ter um PSP, num futuro próximo. Em casa, só livro e DVD
  • Por falar em casa, já não caibo mais no meu quarto, fato!
  • Escrever aqui em frases curtas tem influência direta do vício de escrever no twitter