“Young folks” – Peter, Bjorn and John
Música da trilha sonora do filme ‘Quebrando a banca‘ (excelente trilha sonora, aliás), que tem marcado presença também nas pistas de dança cariocas. Bateria bem marcada que lembra vagamente o britpop dançante da década de 90, com uma melodia assobiada bastante característica. Grudou no ouvido (e na cabeça) logo na primeira audição, na pista da Bukowski há uns meses atrás. Daí para virar ringtone foi um pulo. Vale a pena conferir também o resto do trabalho deste trio sueco, que já está em seu terceiro álbum, ‘Writer’s Block‘, lançado em 2006 e do qual esta música também faz parte.
Não precisa de muito tempo: um dia depois da estréia, lá estão os camelôs do Centro vendendo DVD pirata dos filmes mais aguardados pelo público. As vezes, dos não tão aguardados também. Aos berros, anunciam seu portfólio de filmes recentes, com capa impressa a partir dos posters de divulgação, hoje disponíveis na internet. O poder público faz vista grossa, e alguns incautos garantem sua sessão de vídeo para o fim de semana.
Não é preciso comprar a cópia pirata para saber o que tem gravado: sessão de cinema filmada com câmera de mão, com imagem trêmula, pouco nítida e som achatado. Não raro, ouve-se ruídos da sala de projeção (conversas, pipoca sendo comida, etc). Aí pergunto: será que os 5 reais gastos se justificam pra tão pouca qualidade? No caso de filmes como O Incrível Hulk e Homem de Ferro, mesmo a cópia original em DVD perde para a experiência de ver numa tela grande com som dolby surround, THX ou coisa parecida.
Sabemos que, desde a lei da meia-entrada, cinema deixou de ser um programa barato. Especialmente para os que não falsificam carteiras de estudante, contingente que vem crescendo desde que os cinemas apertaram a fiscalização e passaram a exigir comprovantes de matrícula / pagamento. Mesmo assim, a diferença não é suficiente pra justificar a economia, a não ser que você reuna mais umas 5 pessoas que não ligam para a baixa qualidade da cópia e faça o rateio da pipoca e do refrigerante.
Se o público tivesse um mínimo de exigência em termos de qualidade de imagem e som para filmes, só veríamos uma meia dúzia de gatos pingados vendendo esses filmes, em lugares específicos. Mas o que vemos por aí é exatamente o contrário.