Fugir pra quê?

Era raro no showbiz a continuação ser melhor que o filme original. Era. Homem-Aranha 2 deixou o primeiro no chinelo, assim como X-Men 2. Batman então, nem se fala! Me refiro a essa cinessérie iniciada por Christopher Nolan, claro. Com Madagascar, o mesmo se passou.

Achei apenas legalzinho o primeiro filme. Do todo, só se salvavam os pinguins (hilários desde o zoológico) e uma ou outra cena com os lêmures. Por conta disso, não estava tão empolgado com essa continuação. Para minha sorte, mudei de idéia ao ver o trailer. E que filme divertido!

Madagascar 2 – Escape 2 Africa‘ mostra o esforço de Alex (o leão de Ben Stiller), Marty (a zebra de Chris Rock, claramente inspirada no burro de Shrek), Melman (a girafa hipocondríaca de David ‘Ross‘ Schwimmer), Gloria (a hipopótama mulherzinha de Jada Pinkett-Smith) e pinguins para voltar para Nova Iorque. De quebra, entram nessa os chimpanzés inteligentes que mal aparecem no 1º filme, bem como os lêmures Rei Julian e Maurice. Infelizmente para eles, o plano não é lá tão bom, e eles caem bem no meio da Africa, o que lhes reserva um monte de surpresas.

Para cada um dos personagens, há um desdobramento junto aos de sua espécie na Mãe África, o que dá ao filme o enredo e as sub-tramas que faltaram no primeiro. Muito interessante ver como cada bicho interage com os de mesma espécie, e nos desdobramentos dessas interações considerando que são animais de zoológico, nascidos em cativeiro (em sua maioria). Destaque para a interação entre pinguins e chimpanzés, e para as loucuras do Rei Julian. Como não poderia deixar de ser, muita coisa da trama envolvendo Alex é releitura de ‘O Rei Leão’, grande sucesso da Disney na década de 90.

Só espero que parem nesse 2º filme (embora eu duvide), pra não cair na mesma maldição que viveram Homem-Aranha, X-Men, Shrek, etc; onde o 3º filme é totalmente dispensável

Home sweet home

Quase 4 meses morando sozinho, e não tinha dado nenhuma palavrinha a respeito por aqui. Tudo bem, ando sem tempo até de ver meus filminhos no DVD e no cinema, algo inimaginável há meses atrás. Mas igualmente inimaginável naquela época pensar que estaria trabalhando, remando, estudando, batucando e mergulhando, tudoaomesmotempoagora.

Por conta de toda essa ocupação do tempo, a arrumação da casa está parecendo até obra de igreja: não termina nunca. Pra falar a verdade, acho que nunca vai terminar. De tempos em tempos vejo alguma coisa que poderia fazer em casa, e olha que tenho senso estético manco e perneta para decoração. Claro, isso não justifica o fato de eu ainda não ter um sofá… Mas é pra breve! :)

Passados os sustos iniciais, confesso que estou curtindo essa dinâmica de resolver um probleminha de cada vez. Tudo bem que para o bolso não é nada legal, pois sempre tem alguém achando que sua verba é infinita e capricha no orçamento. Ainda assim, rolam uns episódios interessantes, como quando notei que uma casa precisa de um saleiro, independente de você cozinhar ou pedir comida pelo telefone. Por essas e outras, vou dividir com vocês (amigos e bots do Google) algumas dessas historinhas. De repente pode ser útil pra alguém passando pela mesma situação, vai saber…

Pra facilitar, vou colocar todos os posts na categoria ‘Casanostra’

Festa do remo master

Às margens do rio Guaíba, em Porto Alegre, houve o V Troféu Brasil de Remo Master, comemorando os 120 anos do Clube Guaíba Porto Alegre, ou simplesmente “GPA”. O remo, hoje decadente, teve seu passado de glória. Originou os grandes clubes esportivos do país, e durante muitos anos movimentou massas de entusiastas por todo o país. E no caso do GPA, é só fazer as contas: o clube foi fundado por membros da colônia alemã, num Brasil ainda escravista.

Por este motivo, a REMOSUL (Federação de Remo do Rio Grande do Sul) sediou a versão 2008 do Troféu Brasil de Remo Master, competição oficial do calendário da CBR (Confederação Brasileira de Remo). Com isso, foi um fim de semana festivo para o GPA e para o remo brasileiro. Como na categoria master o único pré-requisito é o atleta ter ao menos 27 anos, as provas de sábado e domingo contaram com a participação de grande variedade de atletas do esporte, vindos de todo o país. Divididos em categorias de acordo com a idade dos remadores de cada barco (calculando-se a média para os barcos com 2 ou mais remadores), a competição contou com a participação de grandes nomes do esporte no país, como Marcellus Marcili (o ‘Cabeça‘), medalha de bronze no Pan-Americano disputado no Rio, Anderson Noceti (o ‘Macarrão‘), representante do Brasil nas últimas 3 olimpíadas, além de medalhistas sul-americanos e pan-americanos de décadas passadas. Além destes, a regata contou também com a participação de remadores do El Pinar (Uruguai), Corrientes (Argentina), Curauma (Chile), Danke Ulmer (Alemanha) e Gentle Giant (EUA).

Este humilde blogueiro que vos digita esteve lá na condição de atleta, e participou de 5 provas nas categorias B (média 36 anos), C (média 43 anos) e D (média 50 anos). No primeiro dia de competição, provas sabidamente difíceis, no esquema “o importante é competir”. chegada do 8+ master C Com barco pesado (gentilmente cedido pelo Grêmio Náutico União), chegamos em 5º no quatro-sem master C, com uma guarnição montada às pressas, que nunca treinou. Mais tarde, um 4º lugar no oito-com master D, onde a medalha de bronze foi disputada até a última remada. No segundo dia, nosso 4-sem master B chegou em 4º lugar após chocar-se com a embarcação do El Pinar quando estava em 3º. Pouco depois, as medalhas: bronze no four-skiff master B, em prova vencida pelo barco do G.N. União que contava com os ‘profissionais’ Cabeça e Macarrão, e uma suada prata no oito-com master C, conseguida no sprint final após estar em 5º lugar em boa parte da prova.

As medalhas foram muito importantes, claro. No entanto, o maior ganho da competição foi a lição de determinação e perseverança de ver gente de todas as idades, cores, crenças e bolsos unidas por um esporte que não traz dinheiro ou fama, e sim boa saúde, boas histórias e alguns calos nas mãos. Ainda que algumas provas fossem impossíveis de serem vencidas (por conta da participação dos ‘profissionais’), a grande maioria dos barcos inscritos fizeram o seu melhor na raia e assim enobreceram ainda mais a celebração dos 120 anos do GPA.

Se quiser maiores informações sobre o esporte, os tipos de barcos, etc; clique aqui

Poema urbano

O momento no qual estamos juntos, é interminável…

Nossos corpos estão tão unidos, já posso sentir as batidas do seu coração.

Nossa respiração confunde-se com a do outro…

Nossos movimentos são sincronizados… indo e voltando… para frente e para trás… as vezes pára, e então, quando nos cansamos da mesma posição, nos esforçamos para mudar, mesmo que seja só por pouco tempo.

O suor de nossos corpos começa a fluir sem nada que possamos fazer…

Um calor enorme quase que nos faz desmaiar…

Uma força ainda maior nos faz ficar ainda mais colados um ao outro. E, quando não aguentamos mais segurar… Uma voz ecoa em nossos ouvidos:

Estação Estácio, estação de transferência para linha 2, o desembarque é obrigatório“.

[recebido por email]