Frase do dia
“Gripe suína: todo cuidado é porco”
- Anônimo (mas depois vejo quem me mandou essa via twitter)
“Gripe suína: todo cuidado é porco”
- Anônimo (mas depois vejo quem me mandou essa via twitter)
Vale contar um causo de uns meses atrás. Assim que eu me mudei (leia-se já tinha geladeira, microondas e cama de casal no apartamento), fiz questão de fazer uma incursão no supermercado de forma a tornar meu ap habitável e assim preencher meus armários com enlatados, temperos, bebidas, etc. Claro que não fiz listinha: fui passando corredor por corredor com o carrinho, colocando nele o que eu (achava que) precisava.
Chego em casa, preencho os armários vazios com as compras e penso: “agora sim”. Pois então, 2 dias depois vou lá com o pedreiro pra resolver um vazamento no banheiro do corredor, enquanto eu vou furando paredes e colocando porta-toalhas, suporte para monitor, etc. Na hora do almoço, ligo pra um restaurante pra pedir comida para nós. Arrumo tudo, abro as quentinhas e na hora de comer: a batata frita está sem sal. Agora pergunto: QUEM FOI o malandro que fez as compras, e esqueceu de comprar algo tão básico? Pois é… A solução: colocar shoyu nas batatas fritas
Estava eu em fevereiro querendo bolar pra onde ir nas minhas férias. O tempo urgia, pois as tais férias estavam marcadas para o final de março. O plano original tinha micado: pelo 2º ou 3º ano consecutivo, adiei minha ida a Europa para visitar alguns amigos geeks. Na época programada, não encontraria praticamente ninguém por lá, então deixei para ir num momento mais oportuno.
Adiar as férias? Nem pensar! Nem que fosse passar os dias largado no sofá de casa. Mas eu ainda não tinha desistido de fazer uma senhora viagem. De cara, voltei a sonhar com um dos meus roteiros nacionais: ir até Itacaré (BA) de carro, parando em cidades no Espírito Santo e no sul da Bahia, sem muita pressa, sem compromisso. De preferência, aproveitando para conhecer novos pontos de mergulho. Quando eu estava praticamente decidido, soube que um primo programou passar 1 semana no Uruguai em meados de março, para visitar amigas nossas. Pensei: “por que não?”
Tudo bem, não seria uma senhora viagem. No máximo uma senhorita viagem.
Ia aproveitar uns créditos que tinha na Gol, mas só consegui vôos para Buenos Aires. Graças a isso, fechamos o roteiro: 2 dias Buenos Aires, 2 dias Montevidéo e 2 dias Punta del Este. Corrido, mas era o que dava pra fazer. Semanas depois, saio do Aeroporto de Ezeiza rumo a Puerto Madero, carrego malas pela rua em busca da estação de metrô mais próxima. Me oriento pelas diversas linhas existentes (o metrô de lá é show!), e me mando pra estação mais próxima do hostel. Acerto a estadia, largo minhas coisas e vou bater perna pelo bairro de Palermo.
Nessa hora, cai a ficha: estou FINALMENTE de férias, cacete! Nada de grandes esquemas, programações ou obrigações.
Caminhando mesmo contra o vento, sem lenço, mas com o passaporte bem guardado. Com isso, entrei no restaurante / café que me pareceu mais simpático e pedi um prato típico (bife de chorizo) e uma garrafinha de vinho. Ali tive a certeza: uma ’senhora’ viagem não se faz com lugares suntuosos, sofisticados e/ou exóticos. Se faz com a alma leve, curtindo um momento único, a ser guardado na memória até que o médico alemão permita. Nada impede que você curta isso em lugares suntuosos, sofisticados e/ou exóticos, mas esse NÃO É um pré-requisito.
Exatamente por essa descoberta que a foto abaixo simboliza a viagem como um todo:

Depois de quase 9 meses morando aqui, finalmente tenho água quente no chuveiro! Como eu já imaginava, só mesmo entrando de férias para terminar de resolver todos os probleminhas restantes aqui de casa. Essa semana, se tudo correr bem, instalarei as persianas e os ventiladores de teto