Gás total

nuggetsComo já escrevi por aqui, só liguei o fornecimento de gás do apartamento alguns meses após me mudar. Até então, meu principal instrumento de cozinha fora a geladeira era o forno de microondas. E por muito tempo cozinha significava preparar salada e assar nuggets / frango empanado, ambos congelados. Ah sim, de vez em quando comia também as lasanhas congeladas da Sadia, pois se fizesse disso um hábito em poucos meses teria dificuldade de passar pela porta pra entrar em casa.

Passado algum tempo, algumas constatações óbvias vieram à tona:

  • nuggets e/ou empanados de frango não foram feitos pra microondas, ficam borrachudos e sem graça
  • salada é bom, mas um mínimo de variedade de vez em quando é bom também
  • com o tempo, começamos a lembrar daquelas coisas que sempre fizemos na casa de nossos pais, mas que são impossíveis somente com um forno de microondas, como o miojo, por exemplo :D

fritadaEsse texto ficaria legal pacas se eu admitisse que sentia falta de um fogão operacional, mas fato é: senti falta do gás quando começou a esfriar e os banhos gelados passaram a não ser mais tããão convidativos assim. De qualquer forma, fogão eu já tinha. Faltava me acertar com a CEG e ligar o gás. Depois de alguns rounds (que eu conto dia desses), missão cumprida. Acho que nunca senti tanta falta de me virar com miojo, omelete de queijo ou pizza congelada como nesses meses! Felizmente, consegui evoluir gastronomicamente também. Claro que não sou tão hábil nas panelas quanto o Cobra, mas um dia eu chego lá

Uma boa viagem

Seguindo recomendação da minha irmã, aluguei um filme chamado “Um bom ano”, com Russell Crowe, que pra mim é sinônimo de boa atuação em filmes com roteiro bem escrito. Porque sou daqueles que acreditam que certos atores só aceitam fazer filmes com um mínimo de qualidade, e um desses é Crowe. Certamente, não é o caso de Robert De Niro, que apesar de ser um ótimo ator já atuou em muita bomba por aí.

Ao ler a sinopse, não fiquei lá muuuuito empolgado: “Aos 11 anos, Max Skinner (Freddie Highmore) é cuidadosamente educado na arte de saborear vinhos por seu tio Henry (Albert Finney), dono de um vinhedo na França. Adulto, Max (Russell Crowe) torna-se um bem-sucedido homem de negócios em Londres, sem qualquer tempo para degustações mais duradouras. Certo dia Max recebe a notícia de que Henry morreu, deixando-o como único herdeiro. Prevendo bons negócios, resolve fazer uma rápida viagem para visitar a nova propriedade. Mas, uma vez ali, percebe que não será tão fácil vender o lugar que lhe traz tantas lembranças de infância.“. Tanto que o filme ficou aqui rolando na estante quase 1 mês (bendito seja NetMovies!). Aproveitando um domingo caseiro, parei pra ver o filme. E foi uma grata surpresa!

A Good YearPra começar, eu dei mole de não perceber que havia um fera por trás da direção: Ridley Scott. Neste filme, mais uma vez firma-se a boa dupla com Crowe, que foi bem sucedida em emocionar o público com o filme Gladiador. Neste aqui, vemos um Max menino passando férias com o Tio e não o reconhecemos na figura do canalha bem sucedido vivido por Crowe. Enquanto confronta aspectos de seu passado, aos poucos revela o que deu errado desde então para que se tornasse um cara tão filho da puta. Ao mesmo tempo, os simples prazeres da vida na região de Provence vão aos poucos seduzindo Max. Do lado de cá da telinha, entro no mesmo transe e começo a fazer o mesmo tipo de avaliação.

O clímax, ao meu ver, acontece no seguinte diálogo com a personagem Fanny Chenal (interpretada pela bela Marion Cotillard):

Max: This place does not suit my life.
Fanny: No Max, it’s your life that does not suit this place.

Ao final (que eu não vou contar), o filme deixa aquela boa lembrança e nos faz pensar por horas. Ao contrário de alguns filmes-cabeça onde ficamos horas pensando em como interpretar o filme, neste aqui ficamos horas em devaneio, pensando nas coisas simples da vida e em como complicamos as coisas na maior parte das vezes. Nem sempre a solução parece simples como a seguida por Max, nem muito menos temos a situação financeira confortável que ele tem no filme. Mas sempre há brechas para pensarmos em como nossa vida pode ser mais simples e ao mesmo tempo mais feliz. Na pior das hipóteses, é uma boa viagem mental.

Sai, poeira!

Passou um longo mês sem que eu sequer entrasse na ferramenta de administração aqui do blog. Alguns culpam o twitter, dizendo que pararam de blogar por entender que tudo aquilo que querem dizer já sai por lá. No meu caso, seria no mínimo cínico da minha parte alegar isso, já que 99,9% dos meus posts tem mais de 140 caracteres. O problema aqui é comigo, mesmo.

Nesse meio tempo pensei pacas se mantinha ou não o blog. Independente de ter leitores ou comentaristas, coisa que já foi minha preocupação no passado. Comecei a reler os meus posts desde o inicinho, e comparar as fases. Fato é: falar sobre coisas que gosto ou que observo sempre foi terapêutico pra mim. E de uns tempos pra cá evitei pacas fazer isso por puro perfeccionismo. Depois de começar a escrever no Twitterunners e ter uma boa recepção, vi que isso era uma grande besteira.

Não ando com muito tempo pra voltar à fase de 1 post por dia, mas com certeza não vou mais deixar nem aqui nem o Melodiária tanto tempo sem nada novo. Vamos em frente!