Fome de prisioneiro

Uma vez, um prisioneiro escapou do presídio, depois de 15 anos enclausurado. Durante sua fuga, ele encontrou uma casa, arrombou e entrou. Ele deu de cara com um jovem casal que estava na cama. Então, ele arrancou o cara da cama, o amarrou numa poltrona e depois amarrou a mulher na cama.

O marido viu o bandido deitar-se sobre a mulher, beijar-lhe a nuca e logo depois, levantar-se e ir ao banheiro. Enquanto ele estava lá, o marido falou para sua mulher:

- Amor, ouça, esse cara é um prisioneiro, olhe suas roupas! Ele provavelmente passou muito tempo na prisão e há anos não vê uma mulher, por isso te beijou a nuca. Se ele quiser sexo, não resista… Não reclame, apenas faça o que ele mandar, dê prazer a ele, para que ele se satisfaça e vá embora nos deixando vivos. Esse cara deve ser perigoso, se ele se zangar, nos mata. Seja forte, amor, eu te amo!!!…

E a mulher respondeu:

- Estou feliz que você pense assim. Com certeza, ele não vê uma mulher há anos, mas ele não estava beijando minha nuca. Ele estava cochichando em meu ouvido. Ele me falou que te achou muito sexy e gostoso e perguntou se temos KY no banheiro. Seja forte, amor. Eu também te amo!!!

Moral da história: PEDIR CORAGEM AOS OUTROS É FÁCIL!

Longa viagem

Interrompo meus relatos sobre as férias (ainda falta falar de Lisboa e principalmente Londres) para compartilhar com vocês um pesadelo aéreo que vivi em 2001, inspirado na saga de férias do Surfista Platinado.

Estava eu saindo de Goiânia após finalizar um extenso trabalho de consultoria interna, com mais 2 pessoas da equipe. Não sei hoje, mas na época o aeroporto de lá era menor que muita rodoviária por aí. Feito todo o processo de check-in pela Varig, estávamos lá na salinha esperando embarque para nosso vôo, marcado pra sair às 18:40h, com escala em São Paulo para trocar de avião.

O tempo passa, e nada. Perto da hora do embarque, é dado o aviso de que a aeronave estava em solo, sendo preparada para a viagem. E só. Os mais exaltados cercaram a equipe terrestre da empresa exigindo uma solução. Alguns conseguiram voltar para suas cidades via endosso para outra companhia aérea. Como a opção para nós era voar pela Vasp, preferimos esperar.

Horas depois soubemos do problema: o nosso avião apresentou problemas no reverso de uma das turbinas (o mesmo defeito apresentado pelo Fokker100 da TAM que caiu poucos anos antes). Terminaram o conserto, e em seguida nos embarcaram. Ao subir a escadinha, um dos mecânicos fez a graça conosco: “Boa sorte, viu?“, para desespero dos mais assustados.

Fim do problema? Nada! Por conta do horário, perdemos a conexão pro Rio e fomos parar em Guarulhos. Depois de argumentar com o pessoal de terrada Varig, conseguimos hospedagem, jantar e vôo para o Rio na manhã seguinte. Hospedagem de 3 horas apenas, por conta do horário do vôo, mas melhor do que dormir no aeroporto.

Embarcamos cedinho para o Rio num vôo vindo do exterior, e ao chegar no Rio a Polícia Federal nos obrigou a entrentar a fila de imigração. Apesar de termos embarcado em Sampa, a PF estava em tempos de Operação Padrão. Cerca de 2 horas depois, conseguimos entrar no táxi para ir para a empresa e… Linha Vermelha totalmente engarrafada! Resumindo a manhã: embarcamos às 6h em São Paulo para chegar ao meio dia no escritório.

No final minha gerente me liberou para descansar na parte da tarde, pois eu não tinha condições de trabalhar decentemente após essa maratona. Mas podia ser pior: podia ser viagem de férias. Por isso, me solidarizo com o sofrimento do Surfista.

Questão de base

Até acredito que existam vários programas infantis bons hoje em dia. Falam bem do Backyardigans, por exemplo (se bem que falam bem do Barney, e eu não suporto aquele calango roxo). Mas se eu pudesse montar a grade de desenhos que meus futuros filhos vissem, colocaria: Speed Racer, Picapau, Urso do cabelo duro, Manda chuva, Quadrilha de morte, Corrida Maluca, João Grandão, …

É, talvez eu esteja resistindo demais às novidades, primeiro sinal de velhice ranzinza…

Aportando em Recife

Tive agora em setembro curtíssimas 2 semanas de férias. Merecidas férias, a bem dizer. Na 1ª semana, aproveitei milhas e a hospitalidade de um grande amigo para aportar em Recife.

boaviagemJá conheço a cidade de outras ocasiões, mas desta vez teve um gostinho todo especial. A não-obrigação de fazer o circuito turístico tradicional faz com que você não entre naquele ritmo zumbi de city tour / restaurante típico / lojinhas com produtos locais. Pra não dizer que passei ao largo dos programas típicos, fui com meus amigos ver a coleção de armas brancas de Francisco Brennand. O que mata nesse tipo de viagem é o tempo cronometrado. Logo, uma das tônicas da viagem era ser totalmente low profile: fazer o que der na telha, sem pressa e sem grandes preocupações. Talvez um dos grandes acertos dessas férias, que inclusive adotei na minha 2ª semana (depois escrevo um post só sobre ela)

maracaNoites curtindo ótimos forrós (alguns que jamais chegam às rádios e festas cariocas), com o povo todo dançando: desde a galera na fase da pegação até a galera de mais idade. E de um modo geral, o grande barato é realmente dançar juntinho, e não exibir o último passo acrobático aprendido nas aulas de dança da academia, o que muito me agradou. Nas manhãs e tardes, praias de sonho com brisa o tempo todo e um céu de brigadeiro. Destaque para as turísticas Maracaípe e Porto de Galinhas, apesar de toda a beleza de Boa Viagem. Aliás, nada melhor do que ir a esses pontos mega turísticos já sabendo as boas dicas com a galera de lá. Todos os dias, cervejinha amiga e ótimo papo com meus amigos Duda, Beta, Naty e Bruno, sem contar as amizades feitas nessa viagem (Karol e Natalynha, olhem a resenha finalmente nascendo :D )

Uma semana me sentindo realmente em casa, e em família. Tanto que o ‘oxe‘ e o ‘eitaporra‘ cismam em não sair do meu vocabulário coloquial. Meu espírito clamava por isso. Uma frase muito usada por Duda resumiu bem: “Quem tem amigos, tem tudo”.